Realizamos uma pesquisa com mais de 200 equipes de marketing e analisamos o que realmente está fazendo diferença este ano. Veja o que encontramos — sem hype, só resultados.
Todo janeiro, a internet se enche de artigos sobre tendências. A maioria deles envelhece mal. Queríamos fazer algo diferente.
Nos últimos três meses, conversamos com 214 equipes de marketing. Fizemos uma pergunta simples: O que mudou no seu fluxo de trabalho este ano que gerou uma diferença mensurável?
As respostas nos surpreenderam. Não porque fossem chocantes, mas porque a distância entre o que o setor discute e o que os profissionais de fato fazem nunca foi tão grande.
1.O vídeo curto migrou para o conteúdo silencioso
Você já sabe que o vídeo curto é enorme. A tendência é saber que tipo de vídeo curto funciona agora. As equipes migraram para o que muitas chamaram de conteúdo silencioso.
Uma marca de e-commerce — uma empresa turca de artigos para o lar que vende por toda a Europa — parou de perseguir momentos virais. Ela publica demonstrações de produto de 60 segundos sem música, apenas alguém usando o produto. A taxa de conversão no TikTok foi de 0,3% para 2,1% em quatro meses.
Os dados confirmam isso: 67% das equipes que relataram melhora no ROI das redes sociais em 2026 disseram ter reduzido a qualidade de produção intencionalmente.
2.O e-mail vive um renascimento genuíno
Dizia-se que o e-mail marketing estava morto. Em vez disso, está se tornando silenciosamente o canal com maior ROI para a maioria das equipes com quem conversamos. A segmentação ficou muito mais acessível.
Uma agência digital em Berlim: um cliente passou de uma newsletter semanal para 40.000 assinantes para 12 versões diferentes para segmentos de apenas 800 pessoas. As taxas de abertura passaram de 18% para 41%. Os cliques triplicaram.
- Newsletters semanais substituídas por sequências acionadas por comportamento
- Campanhas de reengajamento fazem referência a comportamentos de navegação específicos
- E-mails em texto simples superam o HTML no B2B — confirmado por 72%
3.Os dados próprios tornaram-se toda a estratégia
Os cookies de terceiros morreram de vez. As equipes construíram ciclos virtuosos de dados:
- Oferecer uma ferramenta gratuita genuinamente útil
- Coletar dados de preferências a partir do uso
- Usar esses dados para personalizar cada ponto de contato
- Uma personalização melhor gera mais engajamento e mais dados
Resultado: 34% de aumento no valor do ciclo de vida do cliente, custo por aquisição reduziu 22%.
4.Os vencedores da IA a usam para operações, não para criação
A descoberta mais contraintuitiva. As equipes que extraem mais valor usam IA para: analisar dados de campanhas, automatizar relatórios, fazer triagem do suporte ao cliente e monitorar a concorrência.
O detalhe: equipes bem-sucedidas usam IA como ferramenta de pesquisa e edição, não como redatora. Escreva com voz humana e use a IA para verificar precisão e sugerir melhorias.
5.O crescimento liderado pela comunidade substitui o marketing de influenciadores
Uma empresa encerrou seu programa de influenciadores e redirecionou o orçamento para uma comunidade de 3.400 profissionais. Resultado: 40% do pipeline qualificado, metade da duração do ciclo de vendas.
- Oferecer valor genuíno independente do produto
- Moderar ativamente
- Permitir que os membros contribuam, não apenas consumam
6.A modelagem de atribuição ficou mais simples
A atribuição complexa dava às equipes uma falsa precisão. A mudança: atribuição direcional — este canal está funcionando? Investir mais ou menos? Três métricas por canal: custo por aquisição, período de retorno, testes de incrementalidade.
7.A localização é uma vantagem competitiva durável
Não tradução — localização. Um marketplace italiano aumentou a receita na Alemanha em 58% em seis meses:
- Redator nativo em vez de tradução
- Ênfase no pagamento por fatura (preferência alemã)
- Cadência nas redes sociais alinhada aos padrões locais
As equipes que se destacam em localização relatam taxas de conversão 2 a 3 vezes melhores em mercados secundários.
O que isso significa para a sua equipe?
As equipes de marketing vencedoras em 2026 escolhem profundidade em vez de amplitude. Segmentos mais profundos, comunidades mais sólidas, localização mais aprofundada, atribuição mais simples.
Num ano em que a IA facilita fazer mais, a vantagem competitiva vem de fazer menos, melhor.